sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Garotinha viciada

O que foi que te contaram desta vez?
O que foi que inventaram para nos afastar assim?
O que foi que eu disse para que você não quisesse mais me ouvir?
E por que insiste em me torturar com esta sua mania de fazer-de-conta que eu não existo e que nem ligo para quantas vezes eu ouço sua voz antes de ir dormir?


Você está me escutando, querida?
É bom que me escute pois eu vou contar uma história para você.

E essa história começa no pátio de uma escola. Neste pátio havia uma garota viciada, que acreditava em contos de fadas. Ela estava sempre lá, no pátio da escola, assim como eu sempre estive. Ela não me percebia, assim como eu não a via passar diante de mim. Nossos diálogos eram curtos, ela mal dizia uma palavra.
Eu não sei explicar como aconteceu, eu apenas sei que ela apareceu de uma forma diferente para mim, e a cada dia um pouco mais diferente que no dia anterior.
Aquela garotinha viciada em sua baixa auto-estima de repente me encarou nos olhos, e ela temeu continuar, por medo de apaixonar-se. Ela já havia se decepcionado demais.
O patio da escola ficava tão vazio sem ela, seu vicio a levava aos cantos menos habitados do colegio, ela não estava bem e se escondia de todos para não ser percebida. Eu a encontrava sozinha, sabia que precisava de ajuda, ela acabava comigo dizendo coisas sobre o seu imenso amor por um idiota. Ela queria chorar, mas engulia suas lágrimas para não parecer patética. E eu a queria tanto!
Ela me queria apenas para não ver o tempo passando por entre seu peito, ela não queria esquecer aquele amor que ela julgava ser tão puro e verdadeiro. Eu a abracei, e disse que alguém acabaria vendo, ela se rendeu.
Eu a fiz ver o quanto ela estava errada por se rebaixar daquela maneira só porque um cara não quer nada com ela. Eu a fiz enchergar a vida como ela é, eu a fiz entender que o importante mesmo não são os planos traçados em uma folha de papel, e sim os feitos do hoje. ela mudou, ou pelo menos foi o que eu pensei ter acontecido. Pensei que estivessemos juntos mesmo, mas ela acabou com a linda imagem que eu fiz dela.
Um dia eu senti uma coisa estranha, como se nada estivesse bem, e de fato não estava. Ela olhou nos meus olhos, onde estava o brilho que eles sempre tinham quando ela me via? Eu a abracei, e senti nela uma coisa ruim, aquele foi um abraço morto.
Então ela resolveu me contar a verdade, ela havia me enganado até aquele momento, por todo aquele meu tempo perdido ela havia me enganado. Ela dizia coisas fantasticas e me prometia reinos em seu mundinho sublime e esnobe. Ela me fez ver coisas que não existiam, ela me fez odiá-la.
Mas isso era só uma parte de sua evolução, ela precisava saber que a vida não é feita de doces como a casinha da bruxa malvada. Tão pouco é encontrada erguida sobre o chão.
Espero que ela tenha aprendido sua lição, pois se ela passou e sentiu tudo o que diz, não seria bom ter de fazê-lo outra vez.
Eu gosto dela, e ela pensa que me ama e tenta dizer, mas nunca consegue. Pelo menos eu vejo sinceridade naqueles olhinhos agora tão brilhantes como nunca. E essa garotinha viciada está escrevendo sua história dia-a-dia, e não fazendo planos para um futuro distante.
Eu não sei o fim da história que ela conta, sei apenas que quero muito estar nele.
Fim.

E agora garotinha viciada?
Me diz, me abrace do jeito que você gosta de fazer, e me diz tudo o que te contaram desta vez.
Me conta todas as mentiras que lhe falaram, olha nos meus olhos e fale todas as palavras que você ouviu hoje.
Não duvide dos meus sentimentos garotinha, prefere acreditar no que dizem a acreditar no que os meus olhos deixam claro?
Se duvida, olhe neles.
Como você faz sempre, daquele jeito que dá pra sentir você entrando dentro deles. Olhe nos meus olhos e tente dizer que me ama. Eu sei que você não vai conseguir, mas quando você tenta fazê-lo, seus olhos se transbordam do que você deseja falar, e eu até escuto você sussurrando: Eu amo você, garoto!


Raíssa Notoroberto Herminelli

domingo, 23 de dezembro de 2007

Personalidade

Apenas um momento e tudo se perde em meio ao desconhecido, apenas um segundo para deixar de sobreviver a pão e água, dois segundos ou mais e a vida passa a ser um paraíso no inferno mundano.
Eu perco meu tempo com delícias inuteis, com um pouco de adrenalina injetada na veia, com lugares e pessoas que não fariam o mesmo por mim. Eu vou até a porta da Felicidade e não aperto a campainha, apenas paro e olho aquela deslumbrante porta fechada. Até o momento em que acabam comigo; "Acho que não tem ninguém em casa, está tudo fechado!", então vou-me embora, não me querem ali.
Eu deixo os meus pés à mercê do caminho, jogo minha cabeça no céu mais inconsciente, minhas mãos no bolso, e meu tempo no chão. Eu largo os meus rastos, e não volto para recolher nada. Deixo a minha marca e sigo a minha estrada.
Muito tempo é pouco, e pouco tempo é muito; só sentindo para entender.

Planos, eu saio sem eles e volto repleta deles;
Coragem, eu preciso tê-la pulsando em meu sangue;
Sonhos, sou feita deles;
Amigos, não confio em todos mas zelo por estes;
Vida, uma dádiva de cada novo amanhecer;
Morte, a certeza do caminho;
Ontem, deposito dos restos mortais de meus feitos passados;
Hoje, tempo de colher e semear, tempo de viver e tempo de fazer;
Amanhã, terreno incerto demais para o planos, apenas uma forma de chamar o 'Hoje' antes de ele chegar;
Noite, tempo de descanço e de sonhos;
Dia, tempo de guerra e realizações;
Tempo, corrente a qual se corre contra;
Felicidade, resumi-se à presença, proximidade(qnto mais perto mais feliz);
Tristeza, resumi-se à solidão, distância;
Começo, ponto perdido no tempo passado, que no qual meu primeiro passo foi fincado ao chão;
Fim, ponto desconhecido no tempo, que do qual nada sei; Amor, nada sei, apenas ideias e teorias não conclusas;
Odio, desconheço-o;
Vingança, o gosto é um dos mais agradaveis, porém os conseqüências são as mais ruins;
Agora, o tempo transpassando pelos meus dedos, pelo meus corpo, pelas minhas viceras... o Agora foi, o Agora está e o Agora Será!

Não se surpreendam com os meus atos, nada faço que seja digno de surpresas. Todos nós estamos sujeitos a mudanças.
O que eu sou hoje, certamente, serei bem melhor amanhã!Pois hoje é tempo de Personalidade!
Personalidade, é ser você mesmo como nunca ousou ser!


Raíssa Notoroberto Herminelli

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Lembranças

Um dia eu cheguei em casa e deitei na minha cama, olhei para o teto um pouco perplexa com tudo o que tinha acontecido. E comecei a refletir sobre o meu dia, lembrar de tudo o que havia acontecido neste. Achei estranho ao lembrar de coisas que não aconteceram, mas nada que me preocupasse.
Parece que isto piorou!
Eu não só lembro, e com uma realidade, como sinto acontecendo.
Como se eu tivesse realmente uma realidade irreal, na qual ocorrem as coisas que eu gostaria que ocorressem. E essa realidade irreal se soma ao que sabemos ser de fato real, e eu confundo tudo. Mas eu sinto o irreal tanto quanto sinto o real. Eu sei que é estranho, se não fosse eu não estaria aqui.

Você já tentou contar uma coisa de extrema importancia para alguém, sabia exatamente como dizer, o que dizer, sabia até como e quando respirar para pronuciar as palavras desejadas, mas na hora em que você ia dizer, as palavras travavam na sua boca e você não conseguia dizer, já lhe aconteceu isto?
É estranho, eu sabia o que dizer, e que precisava dizer, eu queria dizer, mas eu não consegui!
E por quê?
Talvez porque eu não estivesse preparada. Ou porque ainda não fosse verdade, mas para mim parece a maior verdade que em mim há. Vai ver apenas não era o tempo certo, e nem o lugar certo. Tantas possibilidades, nenhuma certeza.
O fato é que eu senti as palavras saindo dos meus lábios e caindo sobre os ombros dele, e eu vi estas mesmas palavras surrando ao pé de seu ouvido, e eu senti os olhos dele mudarem. Os olhos dele nunca estiveram tão dentro dos meus antes, ou será que foi o contrário?
Eu sinto aquela faca afiada saindo vagarosamente do meu peito, eu sinto o ar pesando em meus pulmões. Mas eu não disse aquelas palavras, mas eu lembro de tê-las dito.
Parece que ele ainda está me abraçando, e parece que ele nunca foi embora e que nunca há de ir. Parece que eu estou com ele, e ele comigo. Eu me lembro perfeitamente, lembro do gosto, da proximidade, mas não aconteceu!
Ele estava lá, eu estava lá, eu senti e eu me lembro, mas eu sei que nada daquilo aconteceu. Cenas e cenas; umas verdade, outras mentira.
O que aconteceu:
Eu desci a escada.
Ele disse alguma coisa.
Ele precisava ir.
Eu não queria que ele fosse.
Ele se despediu com um abraço.
Eu o abrecei.
E ele me abraçou devolta.
E eu o abracei.
Eu não me lembro se fechei os olhos, devo ter fechado, porque tudo que existia ao nosso redor sumiu.
Nós ficamos abraçados por um tempo incalculável, inestimavel, inexplicavel...
Eu percebi que eu precisava deixá-lo ir.
E parecia que ele não se lembrava disso.
Nós fomos nos deixando devagar.
Eu abri meus olhos, e não pude ver muita coisa(meus óculos estavam embaçados).
Ele mais uma vez disse que tinha que ir.
Eu me calei.
Ele começou a ir embora.
Eu me lembrei do trato que havia feito comigo mesma.
Eu precisava falar.
Ele já estava a uns 5 metros de mim quando eu o chamei.
Andei um pouco na direção dele, e pedi que viesse.
Eu disse que precisava dizer.
Ele perguntou o que era.
Eu respirei fundo, abri a minha boca... inutil.
Vacilei... Varias vezes.
Diversas tentativas, todas em vão.
Eu tentava dizer, mas não sai uma palavra sequer do que eu gostaria de dizer.
Ele parou olhando para mim, esperando.
Eu olhei nos olhos dele...
Eu me vi lá.
Me vi dizendo o que eu tanto queria dizer.
Eu vi uma vida lá dentro.
Uma vida que eu sempre quis ter.
Uma vida perto dele.
Uma vida nele.
Eu vi um mundo.
Eu quis ficar lá, mas eu precisava dizer.
Ele disse que tudo bem, que tem sempre um amanhã.
Ele sabia o que eu queria dizer.
E eu sabia disso, mas eu queria que ele me ouvisse dizer.
Ele se foi.
E eu fiquei.

Isso foram fatos.
Mas eu entrei em minha casa com o gosto daquelas palavras ainda em minha boca, como se eu as tivesse dito não só uma vez, mas muitas e muitas vezes. E não foi verdade.
Eu sentia aquilo dos sonhos, mas aquilo não aconteceu, e eu sentia.... e sentia.


Hoje foi meu aniversário.
E eu fiz um pedido quando parti o bolo.
E ele se realizou.
E quer saber de uma coisa?
Quando você pede ou deseja algo, isto não significa que vai acontecer.
Isto significa que você realmente quer, você assumiu isso para sí mesmo, o que voce precisa fazer é lutar. Fazer o que for necessário para que seu desejo se realize.
Nada vem do nada!
Você tem que dar alguma coisa em troca, sempre.

Sabe, hoje foi um dia muito especial.
E não porque foi meu aniversário, mas porque eu nunca vou me esquecer deste dia.
Hoje eu dei um passo rumo aos meus sonhos.
Hoje eu dei um passo rumo à minha vida.
Hoje eu segui meu caminho confiante de que eu vou ser feliz.
Hoje eu fui feliz.
Hoje eu aproveitei o meu dia como me foi possivel!
Se hoje não colhi um fruto que eu realmente queria, foi porque ele ainda não estava maduro.
Mais um pouquinho, paciencia, e o fruto estará pronto para ser colhido!
E eu vou poder enfim desfrutar do sabor que ele há de ter.
Eu vou poder comer do fruto que um dia eu plantei.


Minhas lembranças não condizem com o passado racional, mas talvez isto não signifique que não tenham acontecido. Talvez elas tenham de fato acontecido, mas em mim, porque eu as senti.
E eu me lembro!


Raíssa Notoroberto Herminelli

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Eu odeio! - Parte II

Eu não suporto esse teu jeitinho de se despedir, parece ironia.
Mas ele me faz querer viver só para te ver uma outra vez.
Eu não suporto quando você inventa apelidos para mim.
Mas eu gosto de ouvi-los, pois só você me chama por eles.
E não suporto quando você me imita, exagerando em tudo.
Odeio quando você me abraça e depois simplesmente vai embora.
Mas você sempre me abraça de uma forma que parece que você ainda está aqui, mesmo quando já está longe por dias.
E odeio quando você me deixa chegar perto, sentir e desejar, e depois recua como se isso fosse normal.
Mas eu sei que isso só me faz desejar mais na próxima vez.
E não suporto quando você simplesmente passa e não vê.
Mas eu gosto de ver você passando sem ser percebida, parece que posso ter ver quando você nem sabe que estou por perto. E você sempre sabe que estou.
Eu desprezo o jeito como você aponta os defeitos nas coisas que escrevo.
Mas cada defeito que você acha é um ajuste que eu faço, e é com cada ajuste e reajuste que eu caminho para a perfeição.
E odeio quando usa minhas própias palavras contra mim.
Mas parece que ditas por você, elas se tornam mais nobres ou ainda melhores.
Odeio quando você saca as minhas jogadas.
Mas o que eu poderia querer? Você me conhece bem!
E odeio seu jeitinho sarcastico.
E eu o amo ao mesmo tempo, só você o tem.
Não gosto em hipotese alguma da forma como você critica tudo o que te rodeia.
E como eu viveria sem isso?
Tenho raiva dos seus pretextos.
E sempre acabo acreditando neles de alguma forma.
E não aguento o esperar, e não ver você sair.
Mas eu sempre faço isso, e muitas vezes torcendo para que você não me surpreenda.
Odeio quando você some, e quando não aparece.
Você sabe que gosto de você, por isso eu sinto sua falta.
Se eu pudesse eu o colocava em um pote de vidro e jogaria no mar.
Sim eu o faria, e adoraria fazê-lo.
Mas eu morreria de odio ao saber que eu pularia pra te resgatar logo depois.
Eu odeio mais ainda saber que eu não consigo odiar você.
E eu amo tanto amá-lo desse meu jeito timido e intenso.
Porque você é diferente, e eu gosto disso.
Você não faz ideia da importancia que tem para mim.


Odeio quando você fala mal dos meus amigos, e odeio ainda mais quando eles falam mal de você.
Mas eu olho ao meu redor e eles realmente ficam tão pequenos e esnobes perto de você.
Eu brigo com eles por você.
E não brigo com você por eles porque eu sei que não vale a pena.
Entre você e eles, eu ficaria contigo, sempre!
Porque com você é melhor, bem melhor.
Odeio ter que dizer isso agora, mas eu tenho q assumir:
Eu gosto de você, e bem mais do que eu deveria.


E não tem volta!
Eu odeio quando você tenta adivinhar o que eu vou fazer na próxima cena.
Mas veja só, você acertou.
E sempre acerta!
Eu estou aqui falando sobre O Garoto do Pátio da Escola...
Você diz com uma facilidade que daqui um tempo ele vai simplesmente ser outro.
E eu digo com tanta dificuldade que não é tão facil assim substituir alguém como você em minha vida(e não apenas no patio de uma escola).
E você sabe que não vai!
Eu odeio assumir que você tem razão.
E eu vivo fazendo isso.
Porque é sempre verdade!


Você diz que daqui um tempo você não estará aqui(será que é só porque eu odeio assumir isso, ou de fato é o que você quer?), e talvez realmente não esteja.
Mas o fato é que você pode ir para onde quiser.
Suas marcas estão naquelas paredes, naquele pátio.
E tão vivas!
E o seu cheiro está empregnado em mim, de uma forma adoravelmente irritante.
Seus olhos e o brilho que eu encontro neles, estão marcados em mim.
Sua pele está nas minhas mãos, eu a posso sentir.
Você não vai se ver livre de mim tão facil.
Você pode ir, e sumir.
Pode seguir sua vida, e evitar qualquer coisa vinda de minha parte.
Você pode se trancar em um apartamento, cujo o endereço é absolutamente desconhecido.
Não vai ser util, tão pouco eficaz.
As coisas que eu vejo em você, eu só vejo em você.
Pode parecer loucura, mas você está em mim de tal forma que me confundo quando olho tudo o que sou.
Ser eu mesma?
Isso tem mais haver com você do que pensa.


Eu sei que você vai continuar usando tudo o que escrevo contra mim, e que as criticas vão continuar também.
E sei que vai me imitar e inventar apelidos para mim.
E que nada do que eu fizer será o bastante para que você perceba que eu mudei(você me mudou) e que eu gosto apenas de você.
E você pode continuar achando que eu faço as coisas só para ter o que escrever depois, e que escrevo as coisas pensando que alguém lê-las algum dia(e se lerem?).
Pode me achar infantil e idiota.
Eu sei que tudo vai continuar sendo como é.
Mas quem disse que eu gostaria que mudasse?


Eu gosto de você da forma como você é.
Não quero transformar você em uma massinha de modelar e fazer o que bem entender com sua personalidade.
Você irrita até a minha alma, e depois me abraça.
Isto é, você me tortura!
E eu absurdamente gosto disso!
Eu gosto de Você!


Você não vai se livrar de mim tão facil.
E ninguém vai ocupar um lugar que é seu.
Você pode ir embora, e me evitar como já fizeram outras vezes.
Mas tem uma coisa que você não sabe.
Você pode até ser muito observador(e eu odeio isso), mas fiz uma coisa que você não percebeu.
E você pode ir para onde bem entender, você vai sempre estar comigo.
Porque enquanto você apreciava a luz da Lua, eu roubei uma parte de você para mim.
Você é meu e está em mim, e isso ninguém muda nem vai mudar!
Eu pelo menos não vou permitir!





Raíssa Notorberto Herminelli

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Coisas sobre você.

Você era uma pessoa como todas as outras, dessas que passam por nós e só.
Pessoas que fazem o mesmo caminho que o nosso coincidentemente.

E você é o tipo de pessoa que eu não ousaria esquecer por mais que o tempo pesasse sobre meus ombros e desfalecesse minha memória.
Você mudou minha vida completamente!
Tivemos nossas venturas, e nossas desventuras... e tudo sempre valeu a pena.



Eu odeio que você me imite, sempre exagerando em tudo...
Só que ninguém faz isso tão bem quanto você.
Eu odeio suas previsões sobre qual será meu proximo ato...
Porém ninguém mais ousa fazê-lo, e com tanta precisão.
Eu odeio certos apelidos que você me dá...
E eu sei que ninguém mais me chama assim, apenas você.
Eu odeio essa sua mania de criticar tudo o que eu faço...
Mas são essas suas criticas que me fizeram hoje uma pessoa melhor.
Eu odeio ter que aceitar a sua partida...
Mas faria qualquer coisa para que fosse feliz como gostaria de ser.
Eu odeio quando você finge não se importar, quase acredito...
Mas só você sabe como me dar a certeza de que está comigo de verdade.
E eu odeio quando você fica quieto, e me obriga a ficar quieta também...
Mas eu sei que com você não é preciso dizer muita coisa, você sabe como ver tudo no brilho dos meus olhos.



Eu adoro quando você me abraça, e demora para me soltar.
Eu adoro quando você me diz qualquer coisa com o rosto bem perto do meu.
Eu adoro quando você me denomina sua.
Eu adoro quando você se senta ao meu lado, e passa o seu braço sobre o meu ombro.
Eu adoro quando você está concentrado em algo.
Eu adoro quando você me pede para ir com você, a qualquer lugar.
Eu adoro estar com você.
Eu adoro quando você fica em silêncio olhando nos meus olhos pensando em sei lá o quê.
Eu adoro quando você me diz o que viu no brilho dos meus olhos.
Eu adoro quando mexe no meu cabelo.
Eu adoro quando você me faz sentir importante.
Eu adoro quando você beija o meu rosto.
Eu adoro a forma inacreditavel que você tem de achar graça em tudo.
E eu adoro a forma como você faz as coisas.
Eu adoro tudo que há em você.


Os dias passam, e os segundos correm em contagem regressiva contra mim mesma.
Eu luto contra o tempo, para que ele tenha de mim piedade e demore a passar quando eu estou com você, ele não me escuta e continua indo.
Parece que a vida tem mesmo um tempo contado e cronometrado.
A cada segundo que passa você está um pouco mais longe de mim, ou da minha vida.
A cada segundo que passa você está mais perto de mim, e mais dentro da minha vida.

Só o tictac do relógio sabe o quanto eu prezo cada segundo que eu passo com você.

E nesses segundos de distancia marcada no lombo, eu fica imaginando coisas no meu quarto.
Eu fico pensando coisas sobre você.
Fico revivendo cada precioso segundo que passamos juntos, e modestia à parte, eu faço isso tão bem que até parece que você está fazendo tudo outra vez.
Eu fico imaginando como eu deveria fazer para lhe dizer coisas, qual seria o momento adequado.
Eu fico pensando nos teus olhos olhando os meus.
Fico me fascinando com a perfeição que idealizo em você.
Fico ali sonhando com um próximo segundo em que estarei acompanhada por sua pessoa.

Apenas olho para o nada e penso em tudo o que você representa para mim.
Vejo suas manias e seus costumes.
Ouço em silencio suas falas e suas gírias.
Fico vendo coisas...
Coisas sobre você!



Raíssa Notoroberto Herminelli

sábado, 1 de dezembro de 2007

Conversação

(18:48) .кυяσмι__u. {Abs:
sabe vou te contar um segredo:
(18:49) .кυяσмι__u. {Abs:
eu volto da escola e conto os segundos pra chegar a hora de dormir... e então poder acordar e ir pra escola denovo...
(18:50) .кυяσмι__u. {Abs:
pq eu sei q ele vai estar lá... eu assisto às aulas, contando os minutos praquele sinal bater...
(18:50) мαяíα ¢ℓαяα :
;]
(18:51) .кυяσмι__u. {Abs:
qndo ele bate a primeira coisa q eu faço eh procurá-lo... e cada segundo daqle intervalo idiota eh precioso! pq eu estou com ele... as aulas continuam sendo chatas e irritantes...
(18:51) .кυяσмι__u. {Abs:
elas demoram...
(18:51) мαяíα ¢ℓαяα :
concordoo...
(18:52) .кυяσмι__u. {Abs:
o tempo com ele passa rápido... mas se torna infinito... por eu posso sentir aqle tempo em mim a todo instante...
(18:53) .кυяσмι__u. {Abs:
os segundos voltam no presente... e eu sinto o gosto de cada palavra dele... e sinto o conforto de cada abraço... o carinho de cada beijo... ele mudou meu mundo e os meus ideias... involuntariamente...
(18:54) мαяíα ¢ℓαяα :
(sem comentários)²
(18:54) .кυяσмι__u. {Abs:
os finais de semana são horrivelmente chatos... e demorados... eu ateh gosto da segunda feira... pq tem aula... pq eu vejo ele...
(18:54) .кυяσмι__u. {Abs:
mas ai me diz... e agora?
(18:55) мαяíα ¢ℓαяα :
gostaria de ter uma resposta, mas infelizmente não a tenho.
(18:55) .кυяσмι__u. {Abs:
eu vou continuar contando os segundos pra ver ele... mas qndo o sinal do intervalo bater eu vou ter apenas um espaço de tempo q por mais q curto vai custar a passar... vai ser um tempo vazio... escuro e frio...
(18:56) .кυяσмι__u. {Abs:
afh... ningm sabe oq dizer! nem eu... nem ele... ningm
(18:56) мαяíα ¢ℓαяα :
aproveite esses ultimos 5 dias... só isso q eu posso lhe dizer...
(18:58) .кυяσмι__u. {Abs:
sabe... qndo a gnt gosta de alguem, q gnt costuma pensar muito nela... mas eu penso demais... e eu naum apenas penso nele... eu sinto ele qndo ele nem está por perto... eu converso com ele qndo ele naum pode me escutar... eu olho nos olhos dele qndo ele nem está diante de mim... eu vejo ele nos meus olhos... e me vejo nos olhos dele...
(18:59) .кυяσмι__u. {Abs:
eu naum qria amar ele sem ter certeza de q ele estaria aqui amanhã... eu tinha medo de perdê-lo... eu tinha medo do amanhã...
(18:59) .кυяσмι__u. {Abs:
e ainda tenho...
(18:59) мαяíα ¢ℓαяα :
caramba, hoje vc está inspirada a escrever coisas bonitas...
(19:00) .кυяσмι__u. {Abs:
mas aconteceu... e quer saber... eu Amo o Tiago...
(19:00) .кυяσмι__u. {Abs:
e dane-se o amanhã!
(19:00) .кυяσмι__u. {Abs:
eu sei...
(19:00) .кυяσмι__u. {Abs:
isso naum eh de todo bom...
(19:00) мαяíα ¢ℓαяα :
\o/ é iso aê!
(19:01) .кυяσмι__u. {Abs:
eu geralmente fico inspirada qndo estou triste... eh mais facil criar uma ponte entre letras e o coração qndo se tem lagrimas nos olhos...
(19:01) мαяíα ¢ℓαяα :
nhaa, c tá chorando tiaa?
(19:01) .кυяσмι__u. {Abs:
ainda naum
(19:02) мαяíα ¢ℓαяα :
q bom...;\
(19:02) .кυяσмι__u. {Abs:
rs
(19:02) .кυяσмι__u. {Abs:
estou qse
(19:02) .кυяσмι__u. {Abs:
rs
(19:02) мαяíα ¢ℓαяα :
bááhh... =[
(19:02) .кυяσмι__u. {Abs:
eu qria poder estar com ele agora...
(19:03) .кυяσмι__u. {Abs:
pq eu sei q cada segundo q passa o meu tempo com ele eh menor
(19:03) .кυяσмι__u. {Abs:
eu sinto falta dele!
(19:03) .кυяσмι__u. {Abs:
e vou sentir muita falta dele
(19:03) мαяíα ¢ℓαяα :
por q vc não vai então, você não morre se for até a casa dele, ou ligar para ele...
(19:04) .кυяσмι__u. {Abs:
eu jah pensei nisso
(19:04) .кυяσмι__u. {Abs:
mas ir na casa dele pra chorar?
(19:04) мαяíα ¢ℓαяα :
vale mais a pena chorar por algo q vc fez do q por algo que não foi feito...
(19:05) .кυяσмι__u. {Abs:
pra mãe dele ficar perguntando oq aconteceu... pro pai dele ficar dizendo coisas para me fazer rir... e para ele me abraçar e dizer q está tudo bem e q vai ficar tudo bem?
(19:05) .кυяσмι__u. {Abs:
eh mas sei lah