Eu não suporto esse teu jeitinho de se despedir, parece ironia.
Eu não suporto quando você inventa apelidos para mim.
E não suporto quando você me imita, exagerando em tudo.
Odeio quando você me abraça e depois simplesmente vai embora.
E odeio quando você me deixa chegar perto, sentir e desejar, e depois recua como se isso fosse normal.
E não suporto quando você simplesmente passa e não vê.
Eu desprezo o jeito como você aponta os defeitos nas coisas que escrevo.
E odeio quando usa minhas própias palavras contra mim.
Odeio quando você saca as minhas jogadas.
E odeio seu jeitinho sarcastico.
Não gosto em hipotese alguma da forma como vc critica tudo o que te rodeia.
Tenho raiva dos seus pretextos.
E não aguento o esperar, e não ver você sair.
Odeio quando você some, e quando não aparece.
Se eu pudesse eu o colocava em um pote de vidro e jogaria no mar.
Sim eu o faria, e adoraria fazê-lo.
Mas eu morreria de odio ao saber que eu pularia pra te resgatar logo depois.
Eu odeio mais ainda saber que eu não consigo odiar você.
Porque você é diferente, e eu gosto disso.
Você não faz ideia da importancia que tem para mim.
Odeio quando você fala mal dos meus amigos,
e odeio ainda mais quando eles falam mal de você.
Eu brigo com eles.
Eu só não brigo com você porque gosto mais da sua pessoa do que as deles.
Porque com você é melhor, bem melhor.
Odeio ter que dizer isso agora, mas eu tenho q assumir:
Eu gosto de você, e bem mais do que eu deveria.
E não tem volta!
Eu odeio quando você tenta adivinhar o que eu vou fazer na próxima cena.
Mas veja só, você acertou.
Eu estou aqui falando sobre O Garoto do Pátio da Escola...
Você diz com uma facilidade que daqui um tempo ele vai simplesmente ser outro.
E eu digo com tanta dificuldade que não é tão facil assim substituir alguém como você em minha vida(e não apenas no patio de uma escola).
Eu odeio assumir que você tem razão.
E eu vivo fazendo isso.
Você diz que daqui um tempo você não estará aqui(será só porque eu odeio assumir isso, ou de fato é o que você quer?), e talvez realmente não esteja.
Mas o fato é que você pode ir para onde quiser.
Suas marcas estão naquelas paredes, naquele pátio.
E tão vivas!
E o seu cheiro está empregnado em mim, de uma forma adoravelmente irritante.
Seus olhos e o brilho que eu encontro neles, estão marcados em mim.
Sua pele está nas minhas mãos, eu a posso sentir.
Você não vai se ver livre de mim tão facil.
Você pode ir, e sumir.
Pode seguir sua vida, e evitar qualquer coisa vinda de minha parte.
Você pode se trancar em um apartamento, cujo o endereço é absolutamente desconhecido.
Não vai ser util, tão pouco eficaz.
As coisas que eu vejo em você, eu só vejo em você.
Pode parecer loucura, mas você está em mim de tal forma que me confundo quando olho tudo o que sou.
Ser eu mesma?
Isso tem mais haver com você do que pensa.
Eu sei que você vai continuar usando tudo o que escrevo contra mim, e que as criticas vão continuar também.
E sei que vai me imitar e inventar apelidos para mim.
E que nada do que eu fizer será o bastante para que você perceba q eu mudei(você me mudou) e que eu gosto apenas de você.
E você pode continuar achando que eu faço as coisas só para ter o que escrever depois, e que escrevo as coisas pensando que alguém vai ler depois.
Pode me achar infantil e idiota./
Eu sei que tudo vai continuar sendo como é.
E quem disse que eu gostaria que mudasse?
Eu gosto de você da forma como você é.
Não quero transformar você em uma massinha de modelar e fazer o que bem entender com sua personalidade.
Você irrita até a minha alma, e depois me abraça. Isto é, você me tortura!
E eu gosto disso!
Eu gosto de você!
Você não vai se livrar de mim tão facil.
E ninguém vai ocupar um lugar que é seu.
Você pode ir embora, e me evitar como já fizeram outras vezes.
Mas tem uma coisa que você não sabe.
Você pode até ser muito observador(e eu odeio isso), mas fiz uma coisa que você não percebeu.
E você pode ir para onde bem entender, você vai sempre estar comigo.
Porque enquanto você apreciava a luz da Lua, eu roubei uma parte de você para mim.
Raíssa Notoroberto Herminelli
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Um... Dois... Três...
Um... Dois... Três...
Pode parecer loucura, mas é assim que é.
Nada faz tanto sentido quando você está longe.
E quando você está perto, não me importa o sentido de nada.
Afinal, você está ali, então está tudo bem.
Para que eu iria querer encontrar o sentido das coisas, se quando estou vivendo o melhor dos momentos de minha vida, o sentido se perde no meio dos meus sentimentos.
As palavras pulam dos lábios e fazem o caminho que desejam.
Felicidade. Gosto disto.
Você pode não entender, mas eu bem que estou tentando explicar.
Não tem nada além da inconsciencia.
E se tem, eu não sei o que tem nisso.
É simples: o sentido da vida não tem tanto sentido assim.
E eu não temo coisa alguma ao saber disto.
Isto é, se você viver ao meu lado, eu não me importaria.
A presença ou a falta de sentido nas coisas se perdem em você.
Quando você me abraça a vida é apenas tudo isto aqui.
Porque é abraçando você que eu percebo que meus pés tocam o chão.
Se você segurasse a minha mão, não importaria para onde a minha vida me levasse.
Se você continuasse segurando minha mão sempre, todo lugar seria um bom lugar.
As pessoas procuram o sentido das coisas, e mal sabem elas que as coisas não tem sentido nenhum.
Tanto faz, ter ou não ter, continuam sendo o que são.
Sentido, se vem ou se vão.
Para lá ou para cá, isto é direção.
Isto sim é importante.
Não importa o caminho que tome, você sabe onde quer chegar.
E se sabe onde quer chegar, você vai chegar lá.
Não adianta procurar o sentido das coisas que eu falo, elas não fazem sentido algum.
Na verdade o que realmente não tem sentido é procurar o sentido nas coisas.
Para quê?
Se você acha que tem, então vai ter.
Se você acha que não tem, nem adianta procurar.
Na verdade o que eu estou tentando dizer é que não importa muito o que cerca você.
Se você tem uma pessoa em quem possa confiar em todos os momentos de sua vida, você estará sempre bem.
Porque tê-la ao seu lado, isto faz sentido.
Pode não fazer sentido para muita gente, mas se faz para você, é o que conta!
E gostar de você, isto tem muito sentido para mim.
Se não for você o própio Sentido.
Não importa o sentido, e sim o que me faz sentir.
Um... Dois... Três...
Raíssa Notoroberto Herminelli
Pode parecer loucura, mas é assim que é.
Nada faz tanto sentido quando você está longe.
E quando você está perto, não me importa o sentido de nada.
Afinal, você está ali, então está tudo bem.
Para que eu iria querer encontrar o sentido das coisas, se quando estou vivendo o melhor dos momentos de minha vida, o sentido se perde no meio dos meus sentimentos.
As palavras pulam dos lábios e fazem o caminho que desejam.
Felicidade. Gosto disto.
Você pode não entender, mas eu bem que estou tentando explicar.
Não tem nada além da inconsciencia.
E se tem, eu não sei o que tem nisso.
É simples: o sentido da vida não tem tanto sentido assim.
E eu não temo coisa alguma ao saber disto.
Isto é, se você viver ao meu lado, eu não me importaria.
A presença ou a falta de sentido nas coisas se perdem em você.
Quando você me abraça a vida é apenas tudo isto aqui.
Porque é abraçando você que eu percebo que meus pés tocam o chão.
Se você segurasse a minha mão, não importaria para onde a minha vida me levasse.
Se você continuasse segurando minha mão sempre, todo lugar seria um bom lugar.
As pessoas procuram o sentido das coisas, e mal sabem elas que as coisas não tem sentido nenhum.
Tanto faz, ter ou não ter, continuam sendo o que são.
Sentido, se vem ou se vão.
Para lá ou para cá, isto é direção.
Isto sim é importante.
Não importa o caminho que tome, você sabe onde quer chegar.
E se sabe onde quer chegar, você vai chegar lá.
Não adianta procurar o sentido das coisas que eu falo, elas não fazem sentido algum.
Na verdade o que realmente não tem sentido é procurar o sentido nas coisas.
Para quê?
Se você acha que tem, então vai ter.
Se você acha que não tem, nem adianta procurar.
Na verdade o que eu estou tentando dizer é que não importa muito o que cerca você.
Se você tem uma pessoa em quem possa confiar em todos os momentos de sua vida, você estará sempre bem.
Porque tê-la ao seu lado, isto faz sentido.
Pode não fazer sentido para muita gente, mas se faz para você, é o que conta!
E gostar de você, isto tem muito sentido para mim.
Se não for você o própio Sentido.
Não importa o sentido, e sim o que me faz sentir.
Um... Dois... Três...
Raíssa Notoroberto Herminelli
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Diálogo com a Srª. Dona Morte
Era uma noite como essas outras, em que o céu se parece com um papel camursa azul bem escuro, com pequenas lantejoulas esparramadas. E a Lua, uma circunferência exata e prateada. Algumas nuvens passavam de um lado para o outro naquele céu salpicado de pontinhos brilhantes. O céu estava lindo!
Em meu quarto se encontrava um vazio. Apenas eu e uma Luz cinérea, que dançava uma valsa romântica com o Silêncio, e como dançavam bem. Uma corrente de ar entrou pela janela, fazendo o Silêncio esmaecer-se, a Luz estremeceu. Eles se entreolhavam, um nos olhos do outro, era possivel ver o que eles pensavam. Bem ali diante de mim, uma cena que jamais pensei que fosse ver: O Silêncio deu um beijo nos lábios gélidos da Luz cinérea, e então tornaram-se um só. Não havia diferença entra a luz ou o silêncio.
Eu pensava em tantas coisas, e ao mesmo tempo não pensava em coisa alguma. Meus olhos percorriam o quarto, de um lado para o outro procurando alguém para conversar. Nada. O tédio pairava sobre minha cabeça, e eu me perdia na escuridão daquele comodo frio.
Não sei em que momento entrou e nem quanto tempo eu demorei para percebê-la, mas quando dei por mim ela já estava lá; uma sombra num dos cantos do quarto. Estava proxima à mim, tão prómixa que eu sentia a sua respiração na minha nuca, e ainda sim longe o bastante para que eu não ousase tocá-la. Ela já estava ali há tanto tempo que nem dava mais tempo para eu me assustar, fiz a unica coisa que poderia ter feito naquele momento.
"Quem é você?", perguntei me encolhendo na cama.
"Quem você gostaria que eu fosse?", respondeu com uma voz amarga e macia.
"Eu não sei. E por acaso você é quem eu gostaria que fosse?", olhava atenta tentando reconhecer qualquer traço de sua silhueta misteriosa.
"Acho que não! Mas prefiro não dizer quem eu sou logo no começo da conversa, isto poderia prejudicar o resto da noite."
"Tudo bem... Eu acho!"
"Você está sempre aqui?"
"Creio que sim. Este é meu quarto!"
"Oh, entendo! Mas por que está aqui, sozinha, e no escuro?"
"Acho que penso melhor sobre minha vida assim..."
"Vida!", disse com uma voz de quem vai chorar segundos após, "E você precisa pensar sobre a sua... Vida?", não fez.
"Oh, sim! Eu... fiz algo terrível! Eu joguei minha vida por água abaixo."
"Ora, o que você fez de tão horrível assim?"
"Eu me vinguei... inutilmente. Eu..."
"Você traiu a pessoa de quem gosta por um sentimento idiota de vingança, que a fez cometer tal ato embora
não fosse isso que quisesse de coração."
"Eeh... Como sabe?"
"Eu apenas sei, dá para ver em você, em seus olhos."
"Em meus olhos?!"
"Eles não brilham, são foscos. Não brilham nem com o reflexo da luz da Lua."
"...foi o que ele disse.", sussurei, "Ele não via mais o brilho em meus olhos, pois eles não estão aqui... em mim."
"Sua culpa o ofuscou, sua tristeza os inunda, e eles já não vêem a... Vida como antes."
"Não mesmo! Eu sinto falta dele... O que foi que eu fiz com a minha vida meu Deus?", cai aos prantos.
"Eu não sou Deus...", disse dando um passo à frente, "Mas posso lhe responder esse pergunta."
"Hmmm...", olhei para onde deveria ser o rosto da sombra.
"Não olhe!", eu já tinha olhado e não vi nada, "Apenas escute!" A sombra veio na minha direção, sentou-se do meu lado e colocou a mão sobre o meu ombro.
"Você errou, sim! Mas você tem esta tendência ao erro, vocês humanos não sabem como viver, só aprendem a andar com suas quedas.", continuou a sombra.
"Mas o que eu devo fazer agora? Ele não quer me perdoar!"
"Você se arrepende do fez, não?"
"Muito, muitissimo!"
"Pois bem, você já deu o primeiro passo para o perdão. E a agora você tem que aparentar mudança. Você tem que ser o que aprendeu ser com o seu erro, e não errar denovo."
"Mas ele disse que..."
"Não importa o que ele disse, apenas faça o que é certo! Se ele gosta de você, ele vai saber reconhecer seu arrependimento."
"Por que quer tanto me ajudar? Ainda não me disse: Quem é você?"
"Acho que já lhe ajudei bastante por hoje!", e ela se levantou do meu lado.
"Espere, me diga: Quem é você?"
"Quer mesmo saber, garotinha!"
"Eu quero!"
"Eu sou o fim da sua vida..."
"Desculpe-me, mas eu não..."
"Morte! Meu nome é Morte... Dona Morte.", eu faleceria de medo ali mesmo mas mais uma vez era tarde
demais para qualquer tipo de surpresa ou susto.
"Eu... morri? Vou morrer...?"
"Não, você não morreu garotinha. E sim, você vai morrer, quando chegar a hora."
"Eu estou sonhando?", perguntei a mim mesma.
"Se você não sabe, como eu saberia? Eu estou aqui diante de você, eu lhe escuto e lhe falo, bem como você me escuta e me fala. Seria eu mesmo criação da sua imaginação solitária?", ela respondeu por mim.
"Mas eu pensei que a senhora fosse muito ocupada, não deveria estar cuidando das almas que abandonam os corpos por todo esse mundo? Por que perde seu tempo comigo, e justo comigo?"
"Não, minha obrigação é a sua alma, querida, eu sou a sua Morte. E creio que eu não tenha perdido meu tempo com você, não quero carregar uma alma triste quando chegar a sua hora, as almas tristes são mais pesadas e escorregadias como lágrimas. Alguém precisava vir aqui, e o fiz eu mesma."
"Oh! Quer dizer que cada pessoa tem uma morte para sí?"
"Pois é claro! Ninguém morre de uma mesma maneira em um mesmo lugar, tão pouco num mesmo tempo. Cada pessoa tem uma morte para sí. E a Morte é onipresente. Eu estou aqui com você, sentiando o cheiro adocicado de sua alma, e sou a sua morte. Mas ao mesmo tempo estou em um outro lugar do mundo recolhendo a alma de um senhor que sofrera um infarto. E estou também pegando cuidadosamente em meu colo a alma de um garotinho que morreu por insuficiancia respiratória. E seguro firme a alma dolorosa de um jovem que se suicidou por desgosto pela vida. Estou aqui e em todo lugar. Sua alma não precisa de mim, mas você sim. Ou queria entrar em depressão outra vez?"
"Mas não entendo, por que você veio até aqui?"
"Ora, você me chamou!"
"Eu... a chamei?!"
"Sim, quando disse que seria bem melhor para todos se a Morte lhe levasse de uma vez. Você chamou por mim, e você quis me ver aqui. Você poderia ter-me confundido com as escuridão, mas preferiu saber quem sou eu."
"Dona Morte, você sabe quem sou eu?"
"Eu não vejo você! Eu vejo sua alma doente e seus olhos foscos, esta é você para mim."
"A senhora é uma mancha escura no meu quarto, não vejo seu rosto!"
"Nem deve!"
"Por que não deveria?"
"Na verdade você não pode, mas uma dia poderá, e tão nitida e claramente."
"Quer dizer, no dia de minha morte?"
"Exato!"
"Mas diga-me, se é que posso saber, como é o seu rosto?"
"Não posso explicar-lhe como é o meu rosto, não sei fazê-lo. Mas sabe, ele bem que se parece com a imagem
que vê em seu espelho."
Quando eu me dei conta, ela já tinha ido. E da mesma forma como chegou, parecia que já tinha ido há tanto tempo, mas eu ainda ouvia a sua voz surrando aos meus ouvidos e sentia sua respiração pesada sobre o meu pescoço.
O Escuro. E o Silêncio ainda beijava os lábios gélidos da Luz cinérea, e ao mesmo tempo dançavam nobremente diante dos meu olhos.
As estrelas cintilavam no céu e a Lua brilhava alta e alva.
Eu estava sozinha denovo em meu quarto, mas desta vez com a certeza de que me reerguria das cinzas, meus olhos brilhariam tanto quanto as constelações e a minha alma teria o fulgor do Sol.
A Morte me visitou naquela noite, e me trouxe devolta à Vida.
Raíssa Notoroberto Herminelli
Em meu quarto se encontrava um vazio. Apenas eu e uma Luz cinérea, que dançava uma valsa romântica com o Silêncio, e como dançavam bem. Uma corrente de ar entrou pela janela, fazendo o Silêncio esmaecer-se, a Luz estremeceu. Eles se entreolhavam, um nos olhos do outro, era possivel ver o que eles pensavam. Bem ali diante de mim, uma cena que jamais pensei que fosse ver: O Silêncio deu um beijo nos lábios gélidos da Luz cinérea, e então tornaram-se um só. Não havia diferença entra a luz ou o silêncio.
Eu pensava em tantas coisas, e ao mesmo tempo não pensava em coisa alguma. Meus olhos percorriam o quarto, de um lado para o outro procurando alguém para conversar. Nada. O tédio pairava sobre minha cabeça, e eu me perdia na escuridão daquele comodo frio.
Não sei em que momento entrou e nem quanto tempo eu demorei para percebê-la, mas quando dei por mim ela já estava lá; uma sombra num dos cantos do quarto. Estava proxima à mim, tão prómixa que eu sentia a sua respiração na minha nuca, e ainda sim longe o bastante para que eu não ousase tocá-la. Ela já estava ali há tanto tempo que nem dava mais tempo para eu me assustar, fiz a unica coisa que poderia ter feito naquele momento.
"Quem é você?", perguntei me encolhendo na cama.
"Quem você gostaria que eu fosse?", respondeu com uma voz amarga e macia.
"Eu não sei. E por acaso você é quem eu gostaria que fosse?", olhava atenta tentando reconhecer qualquer traço de sua silhueta misteriosa.
"Acho que não! Mas prefiro não dizer quem eu sou logo no começo da conversa, isto poderia prejudicar o resto da noite."
"Tudo bem... Eu acho!"
"Você está sempre aqui?"
"Creio que sim. Este é meu quarto!"
"Oh, entendo! Mas por que está aqui, sozinha, e no escuro?"
"Acho que penso melhor sobre minha vida assim..."
"Vida!", disse com uma voz de quem vai chorar segundos após, "E você precisa pensar sobre a sua... Vida?", não fez.
"Oh, sim! Eu... fiz algo terrível! Eu joguei minha vida por água abaixo."
"Ora, o que você fez de tão horrível assim?"
"Eu me vinguei... inutilmente. Eu..."
"Você traiu a pessoa de quem gosta por um sentimento idiota de vingança, que a fez cometer tal ato embora
não fosse isso que quisesse de coração."
"Eeh... Como sabe?"
"Eu apenas sei, dá para ver em você, em seus olhos."
"Em meus olhos?!"
"Eles não brilham, são foscos. Não brilham nem com o reflexo da luz da Lua."
"...foi o que ele disse.", sussurei, "Ele não via mais o brilho em meus olhos, pois eles não estão aqui... em mim."
"Sua culpa o ofuscou, sua tristeza os inunda, e eles já não vêem a... Vida como antes."
"Não mesmo! Eu sinto falta dele... O que foi que eu fiz com a minha vida meu Deus?", cai aos prantos.
"Eu não sou Deus...", disse dando um passo à frente, "Mas posso lhe responder esse pergunta."
"Hmmm...", olhei para onde deveria ser o rosto da sombra.
"Não olhe!", eu já tinha olhado e não vi nada, "Apenas escute!" A sombra veio na minha direção, sentou-se do meu lado e colocou a mão sobre o meu ombro.
"Você errou, sim! Mas você tem esta tendência ao erro, vocês humanos não sabem como viver, só aprendem a andar com suas quedas.", continuou a sombra.
"Mas o que eu devo fazer agora? Ele não quer me perdoar!"
"Você se arrepende do fez, não?"
"Muito, muitissimo!"
"Pois bem, você já deu o primeiro passo para o perdão. E a agora você tem que aparentar mudança. Você tem que ser o que aprendeu ser com o seu erro, e não errar denovo."
"Mas ele disse que..."
"Não importa o que ele disse, apenas faça o que é certo! Se ele gosta de você, ele vai saber reconhecer seu arrependimento."
"Por que quer tanto me ajudar? Ainda não me disse: Quem é você?"
"Acho que já lhe ajudei bastante por hoje!", e ela se levantou do meu lado.
"Espere, me diga: Quem é você?"
"Quer mesmo saber, garotinha!"
"Eu quero!"
"Eu sou o fim da sua vida..."
"Desculpe-me, mas eu não..."
"Morte! Meu nome é Morte... Dona Morte.", eu faleceria de medo ali mesmo mas mais uma vez era tarde
demais para qualquer tipo de surpresa ou susto.
"Eu... morri? Vou morrer...?"
"Não, você não morreu garotinha. E sim, você vai morrer, quando chegar a hora."
"Eu estou sonhando?", perguntei a mim mesma.
"Se você não sabe, como eu saberia? Eu estou aqui diante de você, eu lhe escuto e lhe falo, bem como você me escuta e me fala. Seria eu mesmo criação da sua imaginação solitária?", ela respondeu por mim.
"Mas eu pensei que a senhora fosse muito ocupada, não deveria estar cuidando das almas que abandonam os corpos por todo esse mundo? Por que perde seu tempo comigo, e justo comigo?"
"Não, minha obrigação é a sua alma, querida, eu sou a sua Morte. E creio que eu não tenha perdido meu tempo com você, não quero carregar uma alma triste quando chegar a sua hora, as almas tristes são mais pesadas e escorregadias como lágrimas. Alguém precisava vir aqui, e o fiz eu mesma."
"Oh! Quer dizer que cada pessoa tem uma morte para sí?"
"Pois é claro! Ninguém morre de uma mesma maneira em um mesmo lugar, tão pouco num mesmo tempo. Cada pessoa tem uma morte para sí. E a Morte é onipresente. Eu estou aqui com você, sentiando o cheiro adocicado de sua alma, e sou a sua morte. Mas ao mesmo tempo estou em um outro lugar do mundo recolhendo a alma de um senhor que sofrera um infarto. E estou também pegando cuidadosamente em meu colo a alma de um garotinho que morreu por insuficiancia respiratória. E seguro firme a alma dolorosa de um jovem que se suicidou por desgosto pela vida. Estou aqui e em todo lugar. Sua alma não precisa de mim, mas você sim. Ou queria entrar em depressão outra vez?"
"Mas não entendo, por que você veio até aqui?"
"Ora, você me chamou!"
"Eu... a chamei?!"
"Sim, quando disse que seria bem melhor para todos se a Morte lhe levasse de uma vez. Você chamou por mim, e você quis me ver aqui. Você poderia ter-me confundido com as escuridão, mas preferiu saber quem sou eu."
"Dona Morte, você sabe quem sou eu?"
"Eu não vejo você! Eu vejo sua alma doente e seus olhos foscos, esta é você para mim."
"A senhora é uma mancha escura no meu quarto, não vejo seu rosto!"
"Nem deve!"
"Por que não deveria?"
"Na verdade você não pode, mas uma dia poderá, e tão nitida e claramente."
"Quer dizer, no dia de minha morte?"
"Exato!"
"Mas diga-me, se é que posso saber, como é o seu rosto?"
"Não posso explicar-lhe como é o meu rosto, não sei fazê-lo. Mas sabe, ele bem que se parece com a imagem
que vê em seu espelho."
Quando eu me dei conta, ela já tinha ido. E da mesma forma como chegou, parecia que já tinha ido há tanto tempo, mas eu ainda ouvia a sua voz surrando aos meus ouvidos e sentia sua respiração pesada sobre o meu pescoço.
O Escuro. E o Silêncio ainda beijava os lábios gélidos da Luz cinérea, e ao mesmo tempo dançavam nobremente diante dos meu olhos.
As estrelas cintilavam no céu e a Lua brilhava alta e alva.
Eu estava sozinha denovo em meu quarto, mas desta vez com a certeza de que me reerguria das cinzas, meus olhos brilhariam tanto quanto as constelações e a minha alma teria o fulgor do Sol.
A Morte me visitou naquela noite, e me trouxe devolta à Vida.
Raíssa Notoroberto Herminelli
Nota Memorável
'Como podiam as pessoas ter tanto a dizer ao mesmo tempo?'
Todos têm sempre alguma coisa a dizer sobre qualquer outra coisa. E dizem tanto sobre tudo, que sobra pouco a se dizer sobre nada. E todos falando sempre juntos, sempre ao mesmo tempo. E sempre tantas coisas diferentes, tantos assuntos. Tantas vozes.
O engraçado era que eu não ouvia nada... nada.
Apenas uma coisa: sua respiração, e a minha.
Tentei sentir seu coração batendo, mas não consegui. Fazia uma leve pressão contra o seu peito, inutilmente tentando assim sentir algum pulso, não o sentia. E se o sentia, ele se confundia e se perdia entre uma inspiração e outra.
Seu ombro.
Suas mãos... eu as queria tanto. Eu quase fui embusca delas, mas preferi continuar imovel e sentir o movimento que os seus pulmões faziam com o ar entrando e saindo deles. Preferi ficar sentindo você junto à mim. O Silêncio. O Tempo.
Tempo Tempo Tempo.
Raíssa Notoroberto Herminelli
Todos têm sempre alguma coisa a dizer sobre qualquer outra coisa. E dizem tanto sobre tudo, que sobra pouco a se dizer sobre nada. E todos falando sempre juntos, sempre ao mesmo tempo. E sempre tantas coisas diferentes, tantos assuntos. Tantas vozes.
O engraçado era que eu não ouvia nada... nada.
Apenas uma coisa: sua respiração, e a minha.
Tentei sentir seu coração batendo, mas não consegui. Fazia uma leve pressão contra o seu peito, inutilmente tentando assim sentir algum pulso, não o sentia. E se o sentia, ele se confundia e se perdia entre uma inspiração e outra.
Seu ombro.
Suas mãos... eu as queria tanto. Eu quase fui embusca delas, mas preferi continuar imovel e sentir o movimento que os seus pulmões faziam com o ar entrando e saindo deles. Preferi ficar sentindo você junto à mim. O Silêncio. O Tempo.
Tempo Tempo Tempo.
Raíssa Notoroberto Herminelli
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Pefeitas imperfeições
Príncipe Encantado!
Nem espero ou procuro mais... Afinal ele não existe mesmo!
Perdoe-me se te fiz crer em coisas incriveis... Não fiz por mal.
É do meu gênero ser romanticamente exagerada... ou seria exageradamente sonhadora... ou ainda sonhadoramente romantica?
Tanto faz... acho que sou ambos três.
Pode ser que não encontre o Sir Encantado em vossa pessoa, já que tal fulaninho não existe.Mas tem uma coisa em você, que juro, não há em mais ninguém.
Seria suas glórias? Seus carinhos? Suas qualidades? Suas habilidades? Sim, também...Ora, não sabe que os cristais não são lisos e redondos como pedrinhas de riacho?!
São seus defeitos que me encantam... Não a maneira como faz tudo certo, mas tudo o que tem de errado. Espere, deixe-me ser mais clara:
Você ganha um ursinho de pelúcia, ele é perfeito. Você gosta dele e tudo, e anda com ele pra cima e pra baixo. Um belo dia você está correndo segurando-no pelo braço e ele engancha em um prego vazado na madeira. Faz-se um rasgo em sua barriguinha de pelúcia. Você fica triste, você pega a agulha e a linha e o costura. Mas ele não é o mesmo. Mas então você olha na quele seu ursinho em cima da cama olhando pra vc. E olha aquela costura em sua barriguinha. Um defeito? Não uma perfeição!
Por quê?
Elementar: Aquela costura não representa um defeito, representa o quanto você gosta dele, ou pelo menos te lembra que você estava com ele naquele momento. Apesar daquela imperfeição na sua barriguinha você gosta dele, talvez até mais do que antes. Não se trata de suportar aquele defeito, e sim de gostar dele.
Tah ficando meio confuso neah?!
Certo... Eu sei que perfeição não existe, mesmo pq perfeição eh uma forma de imperfeição, já q todo mundo eh imperfeito. Eu não procuro em você a perfeição, pq não importa qntas qualidades ou defeitos vc venha a ter... Eu GOSTO de você mesmo assim... E cada dia que passa eu descubro que gosto mais. Não que eu goste de você cada dia mais. É como se eu gostasse de vc há tempos, mas fosse descubrindo a intensidade dia-a-dia...
Principe Encantado? Baaaah, nem tem tanta graça assim!
Quem precisa deles quando se tem pessoas como você?
A Perfeição é chata e enjoativa.Cansa, eh tudo tão certo, tão exato...
Quero numeros complexos, quero numeros sem raiz exata...
Quero coisas tal qual a natureza é: Perfeita na sua imperfeição!
Se a natureza fosse perfeita, todas as arvores nasceriam iguais, e o bichos tbm... Seria tudo igualzinho... Exatos!Mas olhe em volta... Veja a variedade de imperfeições... São tantas imperfeições que não se pode distinguir quem ou o q eh imperfeito ou não.
Tudo é tão imperfeito, que deixa por assim estar. Faz-se do imperfeito o perfeito. E do perfeito o inexistente, ou pelo menos aquilo q não se quer saber, ver, ou conhecer. Pois se conhecessemos o perfeito, a nossa imperfeição seria tão perfeita que deixaria de ser imperfeita.E a perfeição seria apenas uma das outras bilhares de imperfeições por ai feitas.
Nada é perfeito, tudo é imperfeito, e por tanto perfeito na sua imperfeição.
Se me permite dizer, já que estou inspirada e as palavras fluem como agua das fontes cristalinas; Eu te Amo, e amo não só você, mas você como um todo e como um tudo. Sei q posso estar parecendo preciptada, bem eh a inspiração que me faz parecer assim, me faz arriscar palavras sem se importar muito com oq há de vir depois q elas forem lidas.
Eu te amo, e sei que te amo pouco diante do que gostaria poder. Eu quero amá-lo, você crê nisso?! Esqueça o Sir Encantado... Esqueça as imperfeições do caminho. Se bem, que foi esta ultima imperfeição nas trilhas da vida que me fez ver o quão importante és para mim. E acima de tudo o qnto eu gosto de vc apesar de tudo e de todos.
Pq eh assim q eh, e eh assim q eu sou.
Espero ser a imperfeição perfeita para sua pessoa.
Pq eu gosto muito de você...Muito!
Raíssa Notoroberto Herminelli
Nem espero ou procuro mais... Afinal ele não existe mesmo!
Perdoe-me se te fiz crer em coisas incriveis... Não fiz por mal.
É do meu gênero ser romanticamente exagerada... ou seria exageradamente sonhadora... ou ainda sonhadoramente romantica?
Tanto faz... acho que sou ambos três.
Pode ser que não encontre o Sir Encantado em vossa pessoa, já que tal fulaninho não existe.Mas tem uma coisa em você, que juro, não há em mais ninguém.
Seria suas glórias? Seus carinhos? Suas qualidades? Suas habilidades? Sim, também...Ora, não sabe que os cristais não são lisos e redondos como pedrinhas de riacho?!
São seus defeitos que me encantam... Não a maneira como faz tudo certo, mas tudo o que tem de errado. Espere, deixe-me ser mais clara:
Você ganha um ursinho de pelúcia, ele é perfeito. Você gosta dele e tudo, e anda com ele pra cima e pra baixo. Um belo dia você está correndo segurando-no pelo braço e ele engancha em um prego vazado na madeira. Faz-se um rasgo em sua barriguinha de pelúcia. Você fica triste, você pega a agulha e a linha e o costura. Mas ele não é o mesmo. Mas então você olha na quele seu ursinho em cima da cama olhando pra vc. E olha aquela costura em sua barriguinha. Um defeito? Não uma perfeição!
Por quê?
Elementar: Aquela costura não representa um defeito, representa o quanto você gosta dele, ou pelo menos te lembra que você estava com ele naquele momento. Apesar daquela imperfeição na sua barriguinha você gosta dele, talvez até mais do que antes. Não se trata de suportar aquele defeito, e sim de gostar dele.
Tah ficando meio confuso neah?!
Certo... Eu sei que perfeição não existe, mesmo pq perfeição eh uma forma de imperfeição, já q todo mundo eh imperfeito. Eu não procuro em você a perfeição, pq não importa qntas qualidades ou defeitos vc venha a ter... Eu GOSTO de você mesmo assim... E cada dia que passa eu descubro que gosto mais. Não que eu goste de você cada dia mais. É como se eu gostasse de vc há tempos, mas fosse descubrindo a intensidade dia-a-dia...
Principe Encantado? Baaaah, nem tem tanta graça assim!
Quem precisa deles quando se tem pessoas como você?
A Perfeição é chata e enjoativa.Cansa, eh tudo tão certo, tão exato...
Quero numeros complexos, quero numeros sem raiz exata...
Quero coisas tal qual a natureza é: Perfeita na sua imperfeição!
Se a natureza fosse perfeita, todas as arvores nasceriam iguais, e o bichos tbm... Seria tudo igualzinho... Exatos!Mas olhe em volta... Veja a variedade de imperfeições... São tantas imperfeições que não se pode distinguir quem ou o q eh imperfeito ou não.
Tudo é tão imperfeito, que deixa por assim estar. Faz-se do imperfeito o perfeito. E do perfeito o inexistente, ou pelo menos aquilo q não se quer saber, ver, ou conhecer. Pois se conhecessemos o perfeito, a nossa imperfeição seria tão perfeita que deixaria de ser imperfeita.E a perfeição seria apenas uma das outras bilhares de imperfeições por ai feitas.
Nada é perfeito, tudo é imperfeito, e por tanto perfeito na sua imperfeição.
Se me permite dizer, já que estou inspirada e as palavras fluem como agua das fontes cristalinas; Eu te Amo, e amo não só você, mas você como um todo e como um tudo. Sei q posso estar parecendo preciptada, bem eh a inspiração que me faz parecer assim, me faz arriscar palavras sem se importar muito com oq há de vir depois q elas forem lidas.
Eu te amo, e sei que te amo pouco diante do que gostaria poder. Eu quero amá-lo, você crê nisso?! Esqueça o Sir Encantado... Esqueça as imperfeições do caminho. Se bem, que foi esta ultima imperfeição nas trilhas da vida que me fez ver o quão importante és para mim. E acima de tudo o qnto eu gosto de vc apesar de tudo e de todos.
Pq eh assim q eh, e eh assim q eu sou.
Espero ser a imperfeição perfeita para sua pessoa.
Pq eu gosto muito de você...Muito!
Raíssa Notoroberto Herminelli
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