Eu não suporto esse teu jeitinho de se despedir, parece ironia.
Eu não suporto quando você inventa apelidos para mim.
E não suporto quando você me imita, exagerando em tudo.
Odeio quando você me abraça e depois simplesmente vai embora.
E odeio quando você me deixa chegar perto, sentir e desejar, e depois recua como se isso fosse normal.
E não suporto quando você simplesmente passa e não vê.
Eu desprezo o jeito como você aponta os defeitos nas coisas que escrevo.
E odeio quando usa minhas própias palavras contra mim.
Odeio quando você saca as minhas jogadas.
E odeio seu jeitinho sarcastico.
Não gosto em hipotese alguma da forma como vc critica tudo o que te rodeia.
Tenho raiva dos seus pretextos.
E não aguento o esperar, e não ver você sair.
Odeio quando você some, e quando não aparece.
Se eu pudesse eu o colocava em um pote de vidro e jogaria no mar.
Sim eu o faria, e adoraria fazê-lo.
Mas eu morreria de odio ao saber que eu pularia pra te resgatar logo depois.
Eu odeio mais ainda saber que eu não consigo odiar você.
Porque você é diferente, e eu gosto disso.
Você não faz ideia da importancia que tem para mim.
Odeio quando você fala mal dos meus amigos,
e odeio ainda mais quando eles falam mal de você.
Eu brigo com eles.
Eu só não brigo com você porque gosto mais da sua pessoa do que as deles.
Porque com você é melhor, bem melhor.
Odeio ter que dizer isso agora, mas eu tenho q assumir:
Eu gosto de você, e bem mais do que eu deveria.
E não tem volta!
Eu odeio quando você tenta adivinhar o que eu vou fazer na próxima cena.
Mas veja só, você acertou.
Eu estou aqui falando sobre O Garoto do Pátio da Escola...
Você diz com uma facilidade que daqui um tempo ele vai simplesmente ser outro.
E eu digo com tanta dificuldade que não é tão facil assim substituir alguém como você em minha vida(e não apenas no patio de uma escola).
Eu odeio assumir que você tem razão.
E eu vivo fazendo isso.
Você diz que daqui um tempo você não estará aqui(será só porque eu odeio assumir isso, ou de fato é o que você quer?), e talvez realmente não esteja.
Mas o fato é que você pode ir para onde quiser.
Suas marcas estão naquelas paredes, naquele pátio.
E tão vivas!
E o seu cheiro está empregnado em mim, de uma forma adoravelmente irritante.
Seus olhos e o brilho que eu encontro neles, estão marcados em mim.
Sua pele está nas minhas mãos, eu a posso sentir.
Você não vai se ver livre de mim tão facil.
Você pode ir, e sumir.
Pode seguir sua vida, e evitar qualquer coisa vinda de minha parte.
Você pode se trancar em um apartamento, cujo o endereço é absolutamente desconhecido.
Não vai ser util, tão pouco eficaz.
As coisas que eu vejo em você, eu só vejo em você.
Pode parecer loucura, mas você está em mim de tal forma que me confundo quando olho tudo o que sou.
Ser eu mesma?
Isso tem mais haver com você do que pensa.
Eu sei que você vai continuar usando tudo o que escrevo contra mim, e que as criticas vão continuar também.
E sei que vai me imitar e inventar apelidos para mim.
E que nada do que eu fizer será o bastante para que você perceba q eu mudei(você me mudou) e que eu gosto apenas de você.
E você pode continuar achando que eu faço as coisas só para ter o que escrever depois, e que escrevo as coisas pensando que alguém vai ler depois.
Pode me achar infantil e idiota./
Eu sei que tudo vai continuar sendo como é.
E quem disse que eu gostaria que mudasse?
Eu gosto de você da forma como você é.
Não quero transformar você em uma massinha de modelar e fazer o que bem entender com sua personalidade.
Você irrita até a minha alma, e depois me abraça. Isto é, você me tortura!
E eu gosto disso!
Eu gosto de você!
Você não vai se livrar de mim tão facil.
E ninguém vai ocupar um lugar que é seu.
Você pode ir embora, e me evitar como já fizeram outras vezes.
Mas tem uma coisa que você não sabe.
Você pode até ser muito observador(e eu odeio isso), mas fiz uma coisa que você não percebeu.
E você pode ir para onde bem entender, você vai sempre estar comigo.
Porque enquanto você apreciava a luz da Lua, eu roubei uma parte de você para mim.
Raíssa Notoroberto Herminelli
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
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